Anvisa quer evitar remédios com nomes semelhantes 

Com o objetivo de prevenir a criação de nomes que possam gerar confusão e induzir o consumidor a erros na compra de medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de publicar a Orientação de Serviço 43/2017. A elaboração do documento partiu da necessidade de uma metodologia mais adequada para avaliação do nome comercial escolhido pela empresa. Segundo as novas diretrizes, a definição da nomenclatura deve levar em conta as características do medicamento, a grafia e a pronúncia – que podem levar à confusão de identificação entre dois medicamentos diferentes, mas com nomes parecidos. A identificação clara e sem margem de dúvida é fundamental para que o uso seja feito de forma correta e com segurança por parte do paciente. A Lei 6.360/1976 já determinava, em seu artigo 5º, que os medicamentos não podem ter nomes, designações, rótulos ou embalagens que deem margem a erros. Em 2014, a Anvisa publicou uma atualização sobre o tema por meio da resolução RDC 59/2014, que dispõe sobre os nomes, complementos e a formação de famílias de medicamentos. A Orientação de Serviço 43 traz mais detalhamentos para melhorar a análise técnica realizada pela agência. Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Fonte: Anvisa quer evitar remédios com nomes semelhantes | Panorama Farmacêutico

Conselho de Farmácia adverte que informações sobre medicamentos têm de ser fontes seguras 

Por hora, duas pessoas se intoxicam com medicamentos no Brasil devido a problemas como a automedicação, segundo dados extraídos das estatísticas do SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (para acessar, clique aqui). A automedicação é um hábito entre os brasileiros, sendo praticada com indicação de leigos e, cada vez mais, da internet. O combate esse mau hábito e o incentivo à busca de informações sobre medicamentos em fontes seguras, entre as quais o farmacêutico, são o foco da campanha do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais pelo Dia do Farmacêutico, 20 de janeiro. “Nós, farmacêuticos, temos um papel estratégico e fundamental na prevenção dessa prática perigosa”, alerta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. Por isso, desde 2012, os conselhos têm trabalhado por um contato cada vez maior dos farmacêuticos com a população. Mudanças na regulamentação profissional e na legislação ampliaram a prática do cuidado à saúde nas farmácias, que são obrigadas a contar com o farmacêutico durante todo o seu período de funcionamento. “Estamos à disposição para contribuir”, frisa, destacando, também, a recente liberação pela Anvisa, da aplicação de vacinas nesses estabelecimentos. Publicidade A orientação da campanha promovida pelos conselhos é não usar medicamentos sem orientação profissional e consultar sempre o farmacêutico. A iniciativa visa, também, colaborar com a meta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em seu desafio global, de reduzir em 50% os danos graves e evitáveis provocados pelo mau uso dos medicamentos nos próximos cinco anos. Segundo a OPAS/OMS, os erros de medicação causam pelo menos uma morte todos os dias e prejudicam aproximadamente 1,3 milhões de pessoas, anualmente, apenas nos Estados Unidos. Os números são semelhantes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil. Prevenir erros relacionados ao uso de medicamentos, além de salvar vidas, evita uma enorme e desnecessária pressão sobre os orçamentos de saúde. Levantamento recente feito pelo farmacêutico Gabriel Freitas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), indica que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 60 bilhões por ano para tratar consequências negativas do uso de medicamentos no Brasil. A cada real gasto no fornecimento, o governo gasta cinco reais para tratar morbidades relacionadas a medicamentos. E metade dos casos seriam evitados com uma supervisão mais cuidadosa e efetiva do uso destes, segundo o pesquisador. A campanha está sendo realizada por meio de anúncios em jornais e revistas impressos, banners para internet e outdoors, spot para rádio e um filme de 30 segundos para TV, salas de cinema e redes sociais. Incluiu, ainda, uma ação intitulada “Farmacêuticos Fakes”, na qual pessoas comuns e populares nas redes sociais postaram em seus perfis pedidos de informações sobre medicamentos. O resultado será divulgado em vídeo, mostrando a enorme quantidade de dicas dadas por amigos e familiares pelas redes sociais e a importância de evitar a automedicação. SERVIÇO: O QUE – CAMPANHA PELO DIA 20 DE JANEIRO – DIA DO FARMACÊUTICO TEMA – Não procure informações sobre medicamentos em qualquer lugar. Sempre que precisar, consulte um farmacêutico MAIS INFORMAÇÕES – Comunicação do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG)

Fonte: Conselho de Farmácia adverte que informações sobre medicamentos têm de ser fontes seguras | Tudo Em Dia

Ingrediente da pasta de dente pode ajudar a combater malária, indica estudo

LONDRES (Reuters) – Uma pesquisa realizada com a participação de um “robô cientista” de inteligência artificial descobriu que um ingrediente comum nas pastas de dente pode ser desenvolvido para combater cepas da malária resistentes a medicamentos. Em estudo publicado no jornal Scientific Reports, cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que usaram o robô de inteligência artificial para realizar rastreamentos de alto rendimento, disseram que o ingrediente, o triclosan, indicou potencial de interromper infecções da malária em dois estágios críticos — no fígado e no sangue. A malária mata cerca de meio milhão de pessoas todos os anos, a maioria delas crianças em regiões mais pobres da África. A doença pode ser tratada com diversos medicamentos, mas a resistência a esses remédios está crescendo, aumentando o risco de que algumas cepas possam ficar sem tratamento no futuro. Por conta disso, a busca por novos medicamentos está se tornando cada vez mais urgente, disse Steve Oliver, do departamento de bioquímica da Universidade de Cambridge e que coliderou o projeto, ao lado de Elizabeth Bilsland. Após ser transferido para um novo hospedeiro através de picada de mosquito, parasitas da malária seguem para o fígado, onde amadurecem e se reproduzem. Então seguem para os glóbulos vermelhos, se multiplicam e se espalham pelo corpo, causando febre e possivelmente complicações fatais. Cientistas sabem há algum tempo que o triclosan pode impedir o crescimento de parasitas da malária no estágio sanguíneo da infecção ao inibir a ação de uma enzima conhecida como enoyl reductase (ENR). Nas pastas de dente, o triclosan ajuda a prevenir acúmulo de placas bacterianas. No projeto mais recente, no entanto, a equipe de Bilsland descobriu que o triclosan também inibe uma enzima totalmente diferente do parasita da malária, chamada DHFR. A DHFR é o alvo da pirimetamina antimalárica — uma medicação para a qual parasitas da malária estão desenvolvendo cada vez mais resistência, especialmente na África. O projeto da equipe de Cambridge indicou que o triclosan é capaz de mirar e agir sobre esta enzima, até mesmo em parasitas resistentes à pirimetamina. “Esta descoberta por nosso colega robô de que o triclosan é eficaz contra alvos da malária oferece esperança de que podemos usar isto para desenvolver um novo medicamento”, disse Elizabeth Bilsland, colíder do projeto. “Nós sabemos que é um componente seguro, e sua habilidade de mirar dois pontos do ciclo do parasita da malária significa que o parasita terá dificuldades em desenvolver resistência”. O cientista robô de inteligência artificial do estudo –apelidado de Eve– foi projetado para automatizar e acelerar o processo de descoberta de medicamentos. O robô faz isto ao automaticamente desenvolver e testar hipóteses para explicar observações, testar experimentos usando laboratórios robóticos, interpretar os resultados, alterar as hipóteses e então repetir o ciclo.

Fonte: Ingrediente da pasta de dente pode ajudar a combater malária, indica estudo

Entenda os riscos de buscar informações de medicamentos na internet | Notícias |

Para comemorar o dia Nacional do Farmacêutico, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promove uma semana de atividades voltadas para os profissionais da área e também para a população. Este ano o tema da campanha é “Não procure informações sobre medicamentos em qualquer lugar”. De acordo com a pesquisa da Jornada Digital do Paciente, realizada em 2016 pelo Minha Vida, empresa que desenvolve produtos digitais relacionados à saúde, 94% dos respondentes buscam informações sobre saúde na internet – em buscadores como o Google ou em sites especializados e isso traz uma grande preocupação aos profissionais de saúde. A presidente do CRF/AL, Mônica Meira, destacou que o tema escolhido pelo Conselho Federal de Farmácia é muito pertinente e que o acesso à informação tem proporcionado essa busca desenfreada na Internet, podendo comprometer o tratamento farmacoterapêutico. “A ideia é alertar a população sobre os riscos destes sites de busca. As informações são variadas, interferindo diretamente no tratamento do paciente”, pontuou. Mônica ressalta que as atividades da Semana do Farmacêutico são voltadas também para os profissionais que fazem essa orientação à população. “Organizamos uma programação diversificada, vamos fazer ações para a sociedade em Maceió e Arapiraca e também um dia de palestra para os farmacêuticos alagoanos, com temas voltadas para a orientação e cuidado com os pacientes”, comentou. O encerramento das comemorações acontece no dia 27 de janeiro com a solenidade de premiação dos farmacêuticos destaque 2017, no auditório da Uninassau. A presidente lembra que os farmacêuticos homenageados serão escolhidos pelos próprios colegas em um enquete disponibilizada no site do CRF/AL. “A votação é democrática, alguns nomes foram colocados para serem votados e a decisão é da própria categoria”, informou.  Durante as ações o CRF/AL estará recebendo medicamentos vencidos. A empresa Serquip disponibilizará duas bombas (Maceió e Arapiraca) para que a população possa fazer o descarte correto do medicamento.  PROGRAMAÇÃO 19 de janeiro – Ação de saúde na Praça Luiz Pereira Lima (praça da Prefeitura) – Arapiraca 20 de janeiro – Palestras para farmacêuticos no CRF/AL 21 de janeiro – Ação de saúde na Praia da Pajuçara – em frente a barraca Piratas 27 de janeiro – Solenidade de premiação dos farmacêuticos destaque de 2017. PALESTRAS: 9hs- O papel do farmacêutico na automedicação – Drª Eliane Campesatto (AL) 11hs- Perspectivas do consultório Farmacêutico – Dr. Diego Medeiros (PE) 14hs- Farmacêuticos de Valor: Como fazer a diferença na vida do paciente, da família e da comunidade – Dr. Roberto Canquerini (RS) 16hs- Cases de Sucesso em análises clínicas, assistência farmacêutica e farmácia magistral com Manoel Messias, Claudieje Barbosa e Liliane Brito. (AL)

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Tabela Dispensação Em Gotas

Dispensação de Medicamentos Controlados em Gotas    Olá a todos!   Os medicamentos controlados exige muita atenção para dispensá-los, pois além de verificar se todos os dados exigidos pela vigilância estão todos “OK”, precisamos também calcular a quantidade que será dispensada de acordo com a prescrição médica.    Acredito que medicamentos em gotas tem uma atenção especial. Independente se retem receita ou não, os líquidos têm densidades diferenciadas. Para calcular quantos frascos devem ser dispensados, precisa primeiro saber quantas gotas há em 1 mL. Não sei se muitos sabem, mas a maioria dos medicamentos em gotas vêm indicando na própria bula a quantidade de gotas por mL de acordo com sua densidade e isso ajuda a calcular de maneira mais exata para a venda dos controlados.    Logo abaixo, deixo um exemplo de bula com informação sobre quantas gotas equivalem a 1mL do medicamento dicloridrato de levocetirizina (Zyxem): https://falecomofarmaceutico.wordpress.com/2016/02/09/cada-gota-importa-20-gotas-nem-sempre-equivalem-a-1ml/    Como estamos falando de controlados, pegaremos outro exemplo, o Rivotril (Clonazepam) em gotas. Em sua bula, descreve que 1mL equivale a 25 gotas. Se o médico prescreve, por exemplo, 8 gotas de clonazepam por dia e sabemos que pode liberar a quantidade para 60 dias deste, fazemos o seguinte cálculo:

1 frasco = 20mL | 1 dia = 8 gotas
| X dias = 500 gotas
1mL = 25 gotas (informação da bula) | X = 62,5 dias
20mL = X |
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X = 500 gotas |

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Remédios falsificados: como fugir das fraudes

Remédios falsificados ou contrabandeados são um assunto sério. Sem os devidos processos que garantem segurança e efetividade, eles podem ameaçar a vida de pessoas que vão às farmácias justamente para se recuperar de uma doença. Daí porque chama a atenção um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado no final de 2017.

Segundo a instituição, de todos os medicamentos consumidos em países em desenvolvimento, cerca de 10% são falsos. É muita coisa!

Pedro Ivo Sebba Ramalho, diretor adjunto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ressalta que esse tipo de produto é considerado cada vez mais raro no mercado brasileiro. “Não é possível garantir que os casos reais estejam diminuindo, mas notamos uma queda nos números de lotes recolhidos”, enfatiza. “Em 2017, por exemplo, foram registrados seis episódios”.

Apesar disso, os números encontrados pela OMS seguem alarmantes. E reforçam a necessidade de termos atenção na hora de adquirir um medicamento – até para reportar eventuais irregularidades à Anvisa.

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