Projeto estabelece pena de prisão a gestor no SUS que desperdiçar medicamentos

O gestor no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) que desperdiçar medicamentos poderá pegar até dois anos de prisão, determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 209/2018. Do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), a proposta tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a designação de relator. O senador argumenta na justificativa da proposta que a falta de medicamentos é um problema crônico em todos os estabelecimentos do SUS, “desde o mais remoto posto de saúde até os hospitais de ponta que realizam transplantes”. Mas de acordo com Bauer, isso não seria consequência apenas de insuficiências orçamentárias. “São recorrentes as notícias de descarte de medicamentos por terem vencido seus prazos de validade, sem que tenham sido distribuídos aos pacientes, o que causa sentimento de revolta na sociedade”, afirma. O senador mencionou ainda casos recentes de desperdício de medicamentos em diversos estados. Lembrou que pelo menos 140 frascos da enzima imiglucerase, usada no tratamento da doença de Gaucher, tiveram que ser descartados em Santa Catarina. O medicamento, de altíssimo custo, foi distribuído aos pacientes com o prazo já vencido ou próximo do fim. Só neste caso, o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 200 mil. Bauer ressaltou ainda que somente no ano passado a Secretaria de Saúde de Mato Grosso incinerou 20 toneladas de medicamentos com prazos de validade vencidos na Farmácia de Alto Custo de Cuiabá. E no Distrito Federal uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontou que somente em 2014 foram perdidos 6.135 medicamentos por prazos vencidos ou por terem sido mal acondicionados.

Fonte: Projeto estabelece pena de prisão a gestor no SUS que desperdiçar medicamentos

Chega ao Brasil medicamento que combate efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia

Helsinn, um grupo farmacêutico suíço focado no desenvolvimento de produtos de qualidade para o tratamento do câncer e a Mundipharma, grupo de empresas associadas independentes, anunciam o lançamento da cápsula AKYNZEO® no Brasil. AKYNZEO® é uma terapia antiemética de combinação fixa que atua em ambas as vias críticas na prevenção das Náuseas e Vômitos Induzidos pela Quimioterapia (NIVQ) tanto na fase aguda como tardia. Mostrou altas taxas de resposta completas em esquemas quimioterápicos a base de cisplatina (com uma taxa de 90% na fase geral -0-120 horas – “endpoint” primário do estudo) e em esquema quimioterápico a base de ciclofosfamida + antraciclina (AC)  (com uma taxa em torno de 77% na fase tardia – 25-120 horas – “endpoint” primário do estudo). O Akynzeo® é recomendado por todos os maiores guidelines internacionais (ASCO, NCCN e MASCC / ESMO) como uma opção na prevenção das NVIQ. NVIQ é um dos efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia. A prevenção da NVIQ evoluiu significativamente nas últimas décadas. Atualmente, o tratamento combinado de medicamentos antieméticos com diferentes mecanismos de ação é recomendado pelas principais diretrizes internacionais antieméticas para a prevenção de NVIQ em diversos cenários. O perfil de segurança de Akynzeo® foi avaliado em 1169 pacientes com câncer que receberam pelo menos um ciclo de quimioterapia altamente ou moderadamente emetogênicas em três estudos duplo-cegos com controle ativo. Reações adversas comuns relatadas com Akynzeo® foram cefaleia (3,6%), constipação (3,0%) e fadiga (1,2%). Nenhum desses eventos foi grave (consulte as informações do produto aprovadas no Brasil para obter dados adicionais sobre segurança). A Mundipharma possui exclusividade nas atividades de marketing, promoção e vendas de AKYNZEO® no Brasil. Além do Brasil, China, Hong Kong e Macau, a Mundipharma também possui acordos de distribuição nos principais mercados da Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África. Riccardo Braglia, vice-presidente e CEO da Helsinn Group, comentou: “A Helsinn está comprometida em ajudar as pessoas com câncer a viver suas vidas ao máximo. AKYNZEO® demonstrou eficácia comprovada em ajudar os pacientes a controlar os efeitos colaterais da quimioterapia do câncer: é a primeira e única terapia antiemética combinada que tem como alvo, ao mesmo tempo, duas vias principais de NVIQ, para alcançar altas taxas de resposta completa ao longo de cinco dias em pacientes tratados com quimioterapia. Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Mundipharma, um parceiro de confiança, para trazer este medicamento para o Brasil, um grande mercado com uma significativa necessidade não atendida nos tratamentos de cuidado ao câncer. ” Hugo Saavedra, Gerente Geral da Mundipharma Brasil, comentou: “O câncer é um problema crescente de saúde no Brasil, e o suporte ao tratamento do câncer é um dos principais focos da Mundipharma, juntamente com nossas atividades existentes em oncologia e dor. Estamos muito interessados ​​em oferecer um pacote mais abrangente de soluções de tratamento de cuidado ao câncer e estamos muito satisfeitos em poder oferecer AKYNZEO® neste importante mercado. A Mundipharma e a Helsinn trabalharam juntas em vários territórios e estamos muito satisfeitos em fazer esta parceria com no Brasil. ” NEPA (netupitanto/palonosetrona) oral tem sido recomendado por todas as diretrizes antieméticas internacionais: as diretrizes antieméticas da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), tanto em quimioterapia altamente emetogênica (HEC; inclusive AC e carboplatina AUC≥4)) quanto em quimioterapia moderadamente emetogênica (MEC); as diretrizes da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) para antieméticos em oncologia, em HEC, incluindo os regimes de AC e carboplatina (AUC≥4) e as diretrizes MASCC / ESMO em quimioterapia baseada em HEC, AC e carboplatina. A Helsinn possui atualmente 20 parceiros de licenciamento para o Akynzeo® em 167 países. Sobre Akynzeo (netupitanto/palonosetrona) A aprovação do AKNYZEO foi concedida pela ANVISA em 26 de dezembro de 2017. AKYNZEO® é indicado para adultos em casos de prevenção de náuseas e vômitos agudos ou tardios associados à quimioterapia antineoplásica altamente emetogênica baseada em cisplatina (para câncer); prevenção de náuseas e vômitos agudos ou tardios associados à quimioterapia antineoplásica moderadamente emetogênica (para câncer).

Fonte: Chega ao Brasil medicamento que combate efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia – Paranashop

Como as bactérias se alimentam de drogas destinadas a matá-las

A Organização Mundial da Saúde advertiu repetidas vezes que o mundo está ficando sem antibióticos eficazes, e convocou no ano passado governos e grandes farmacêuticos para criar uma nova geração de medicamentos para combater supergermes ultra-resistentes.

Como as bactérias se alimentam de drogas destinadas a matá-las Os cientistas descobriram como algumas bactérias não só resistem aos antibióticos como se alimentam das drogas destinadas a erradicá-las, segundo um estudo publicado na segunda-feira. As descobertas, relatadas na Nature Chemical Biology, podem ajudar os cientistas a projetar geneticamente bactérias para consumir toneladas de antibióticos a partir de resíduos industriais e pecuária que penetram no solo e cursos de água a cada ano, disseram os pesquisadores. “Dez anos atrás, nós topamos com o fato de que as bactérias podem comer antibióticos, e todos ficaram chocados”, disse o pesquisador Gautam Dantas, professor associado de imunologia da Escola de Medicina da Universidade de Washington, no Missouri. “Agora que entendemos como essas bactérias fazem isso, podemos começar a pensar em maneiras de usar essa habilidade para nos livrarmos dos antibióticos onde eles estão causando danos”. Descobertos na década de 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas derrotando doenças bacterianas como pneumonia, tuberculose e meningite. Mas, ao longo das décadas, as bactérias aprenderam a revidar, criando resistência às mesmas drogas que uma vez as derrotaram com segurança. A penicilina – o antibiótico original, e uma vez o mais comumente prescrito – caiu em desuso por esse motivo. A Organização Mundial da Saúde alertou repetidas vezes que o mundo está ficando sem antibióticos eficazes e convocou no ano passado os governos e as grandes empresas farmacêuticas para criar uma nova geração de medicamentos para combater os supergermos ultra-resistentes. As bactérias podem se tornar resistentes quando os pacientes não terminam o tratamento, dando ao inseto meio-derrotado a chance de se recuperar e construir imunidade. A indústria moderna e a agricultura aceleram o aumento da resistência aos antibióticos ao saturar o meio ambiente com drogas ativas. As pessoas liberam antibióticos não metabolizados no sistema de água através de urina ou fezes. – Bom apetite – Bactérias compartilham facilmente material genético. Quando bactérias resistentes se infiltram na água ou no solo, elas espalham genes que conferem resistência às espécies de bactérias que já estavam lá. Para determinar como alguns insetos não só resistem aos antibióticos, mas também se alimentam deles, Dantas e seus colegas estudaram quatro espécies de bactérias do solo conhecidas por florescerem com uma dieta de penicilina. Os pesquisadores descobriram três conjuntos de genes ativos em bactérias que consumiam penicilina. Eles também descobriram que os organismos unicelulares tinham aprendido a neutralizar e cortar moléculas tóxicas, como um chef removendo veneno de um peixe fugu. Depois disso, é ‘bom apetite’. Os novos insights podem levar a estratégias para limpar a contaminação por antibióticos em rios, lagos e solo. “Com alguma engenharia inteligente, poderemos modificar bactérias para quebrar antibióticos no ambiente”, disse o principal autor do estudo, Terence Crofts, pesquisador da Universidade de Washington. Mas qualquer plano desse tipo exigiria encontrar uma maneira de acelerar a ação das bactérias cujo consumo de antibióticos – embora eficaz – é muito lento. “Mas agora sabemos como eles fazem isso – é sempre muito mais fácil melhorar algo do que tentar projetar um sistema do zero”, disse Dantas.

Fonte: Jornal Folha de Goiás – Como as bactérias se alimentam de drogas destinadas a matá-las

Medicamentos para reduzir o colesterol, aumentam a resistência a antibióticos

 A resistência aos medicamentos, antibióticos representa uma das maiores ameaças para a saúde global, segurança alimentar e o desenvolvimento. Os medicamentos para baixar o colesterol, são cada vez mais solicitados e a cada dia sabemos menos da eficácia desses medicamentos. De acordo com a Mayo Clinic, os medicamentos para baixar o colesterol funcionam por bloquear uma substância que o corpo necessita para a produção do colesterol ou também trabalham ajudando o corpo a recuperar o colesterol acumulado nas placas das paredes arteriais. Enquanto isso, a resistência aos medicamentos, antibióticos representa uma das maiores ameaças para a saúde global, segurança alimentar e o desenvolvimento de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se de um fenômeno natural que se situa depois do uso indevido de antibióticos em seres humanos e em animais. Medicamentos para baixar o colesterol vs antibióticos Após este panorama, há que pensar naquelas pessoas que necessitam de ambos os medicamentos; tanto os medicamentos antibióticos como os medicamentos para baixar o colesterol. A este respeito, um novo estudo constatou que, entre os fatores que geram a resistência aos antibióticos, o uso de outras drogas que agem modificando o crescimento de bactérias intestinais. Verificou-se que, entre esses medicamentos estão as estatinas, um dos medicamentos para baixar o colesterol. Também estão os anti-histamínicos, por exemplo, a loratadina. O estudo realizado por cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL), publicada na revista Nature, explica que a sinvastatina, um dos medicamentos para baixar o colesterol mais utilizado, o tamoxifeno, medicamento usado no tratamento do câncer de mama e a loratadina, têm a capacidade de alterar o microbioma intestinal. Quando alteram o microbioma intestinal, aumenta o risco de resistência aos antibióticos. Para estes resultados, foram analisados mais de mil medicamentos de uso comum acima de 40 cepas de bactérias no intestino. Verificou-se que, até 1 de cada 4 medicamentos teve quaisquer efeitos negativos. Desta forma, os medicamentos de uso diário representariam um problema para tratar as infecções. Estes promovem a resistência aos mesmos

Fonte: Medicamentos para reduzir o colesterol, aumentam a resistência a antibióticos

Valores de 20 remédios do Farmácia Popular são reajustados nesta segunda-feira – InfoMoney

SÃO PAULO – Os valores de 20 medicamentos oferecidos pelo Farmácia Popular serão reajustados para o ressarcimento nas drogarias, a partir desta segunda-feira (30), informa o Ministério da Saúde. Segundo o governo, a população não será afetada pelas mudanças e poderá continuar a retirar gratuitamente em mais de 31 mil farmácias que trabalham com o programa. O objetivo é reduzir distorções de preço entre o cobrado normalmente e o que o governo federal paga — em alguns casos, os produtos pagos pelo governo custavam mais de 200% acima do valor padrão. Há ainda alguns casos em que o governo pagava valores defasados em relação ao mercado, o que também será corrigido a partir da próxima semana.   Para garantir que os pacientes que tratam hipertensão, diabetes e asma não fiquem sem medicação, o Ministério da Saúde está realizando a compra centralizada dos remédios, que serão entregues aos municípios caso farmácias desistam do programa. Os cidadãos podem denunciar irregularidades pelo telefone 136.

Fonte: Valores de 20 remédios do Farmácia Popular são reajustados nesta segunda-feira – InfoMoney

Anvisa suspende três medicamentos por irregularidades – InfoMoney

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou nesta semana a suspensão de três produtos fabricados irregularmente. O Deltalab Loção de 100ml e o Keltrina Plus 5% de 60ml eram vendidos para tratamento de piolhos, sarnas e outros parasitas pela empresa Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos. A suspensão dos lotes aconteceu devido à reprovação nas análises microbiológicas feitas para liberação desses produtos. Os lotes suspensos do Deltalab Loção de 100ml são 404874, 404875 e 405762. Os lotes de Keltrina Plus 5% de 60ml suspensos são 403552, 407649 e 407650.  → Incrível! InfoMoney oferece 14 cursos pelo preço de 1 no Master Trader; participe! O Amioron, fabricado pela empresa Geolab Indústria Farmacêutica e indicado para regularizar as alterações dos batimentos cardíacos, foi suspenso devido a uma queixa técnica com a alteração da cor do comprimido. O lote suspenso é 1703998. Os lotes desses produtos foram suspensos e todo o estoque existente no mercado relativo aos lotes citados deve ser recolhido, em todo o território nacional. Os consumidores que adquiriram algum dos produtos incluídos nos lotes suspenso devem entrar em contato com a empresa responsável

Fonte: Anvisa suspende três medicamentos por irregularidades – InfoMoney