Genérico, original e similar: entenda a nomenclatura dos remédios

Similares são aqueles que podem usados sem reflexo no tratamento.
Conversa com médico e farmacêuticos pode acarretar em economia.

Os consumidores se deparam com diferentes nomenclaturas na hora de comprar um medicamento na farmácia. É possível encontrar remédios genérico, original, similar, comercial, ético, equivalente e ainda de referência.

Irene Loginski, que mora em Curitiba, faz uso de quatro medicamentos e confessa que fica em dúvida na hora de comprá-los devido a essa diversidade de nomenclatura.

O farmacêutico Jackson Rapkiewicz explica que essa lista, na prática, é menor. “Na verdade, as nomenclaturas que deve ser utilizadas são: medicamento de referência, genérico, similar e similar equivalente”, simplificou.

Entenda
Medicamento de referência – é aquele que passou por vários anos de pesquisa em laboratório. Também é chamado de inovador, original, comercial ou ético.

Medicamento genérico – é idêntico ao de referência e vai funcionar da mesma forma, entretanto, não tem um nome comercial, uma marca.

Medicamento similar – tem o mesmo princípio ativo de um remédio de referência, porém, com um nome comercial, ou seja, uma marca. Ele pode diferir em características relativas ao tamanho e forma, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo.

Medicamento similar equivalente – indicado para substituição, a partir de uma lista da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o farmacêutico, a Anvisa definiu que todos os medicamentos similares precisam passar por testes laboratoriais. “Isso tem sido feito gradativamente e dentro de poucos anos todos os medicamentos similares vão ter passado pelo teste”.

Em uma conversa com o médico, no momento da prescrição, ou com o farmacêutico, na farmácia, essa variedade permite ao consumidor economizar. Jackson Rapkiewicz explica que existe uma lista da Anvisa que define os medicamentos que podem ser substituídos. São os chamados medicamentos similares equivalentes.

Em alguns casos, o cliente consegue comprar um genérico ou um similar por um preço menor. Irene já percebeu isso. Acostuma a comprar remédios, ela anota todos os preços em um caderno. “Hoje eu gasto, R$ 100, R$ 200. Antes, uns R$ 800”, contou.

Os preços dos medicamentos no país são tabelados. Há um valor máximo determinador, e o  preço pode ser menor dependendo de descontos apresentados pelas farmácias. Existe ainda uma determinação da Anvisa que exige que o preço máximo determinado para cada medicamento esteja a vista dos clientes nas farmácias.

fonte: G1 Paraná

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Anvisa suspende comercialização de lotes de medicamentos

O Diário Oficial da União publicou hoje (31), Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária com a suspensão da distribuição, comercialização e uso de alguns lotes dos medicamentos Akineton 2 miligramas (mg) – cloridrato de biperiden – e Akineton 4 mg Retard – cloridrato de biperideno.

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O Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, lançou uma campanha que tem como objetivo reduzir a zero os quadros de dor nos pacientes operados. A iniciativa, batizada “Agosto sem dor” e voltada ao treinamento de médicos e enfermeiros, foi idealizada para aprimorar técnicas e protocolos que identificam mais rápido os sintomas de dor em pacientes internados que passaram por cirurgias urológicas. Durante todo este mês de agosto, além de treinamentos, palestras e faixas espalhadas pelo hospital, os profissionais de saúde utilizarão um crachá amarelo com a pergunta: “De 0 a 10 qual é o nível de dor que você está sentindo?”. O crachá reproduz o desenho da Escala Visual Analógica (EVA), utilizada como padrão mundial para aferir a dor dos pacientes. “A ideia de destacar a EVA no jaleco ou uniforme do médico fará com que tanto médicos, enfermeiros e o próprio paciente tenham mais adesão a campanha e solicitem mais rápido a intervenção para o controle da dor”, explica a médica Susana Miyahira, anestesiologista e especialista em dor. Analgésico oral ou na veia De acordo com a especialista, no treinamento serão reforçados os critérios para aplicação de analgésicos, entre outros medicamentos específicos para cada tipo de dor. A proposta que prevê a eliminação de dor entre os internados também fará com que os profissionais de saúde garantam uma melhor avaliação sobre a eficácia dos tratamentos oferecidos para cada paciente. “A dor interfere na qualidade do tratamento clínico. A pessoa com dor não consegue comer, não consegue dormir e a dor constante causa outros comprometimentos que prejudicam a melhora efetiva do paciente”, afirma Miyahira. A campanha também propõe desmistificar a lenda sobre a eficácia mais rápida de analgésicos orais versus injetáveis. “Existe uma falsa ideia sobre a rapidez da ação de medicamentos na veia ou por boca. Esses protocolos auxiliam na compreensão sobre a melhor via, pois nem sempre a aplicação de medicamentos analgésicos administrados na veia são adequados para todos os pacientes”, reforça o urologista e coordenador do Centro do Homem, Cláudio Murta.

De acordo com um artigo publicado quinta-feira na revista Science, investigadores conseguiram um método mais rápido de fazer analgésicos opióides potentes usando fermento em vez de papoilas, mas falta ainda adaptar o processo de modo a ser comercialmente viável.

O novo método promete ser mais eficiente e significar uma mudança multimilionária no negócio de produção de medicação para a dor, mas, segundo a agência Reuters, levanta preocupações em relação a um eventual aumento do consumo abusivo de opiáceos.

Os cientistas explicam que alteraram a genética do fermento de modo a atrair as células e convertê-las em dois opióides – hidrocodona e tebaína – demorando entre três e cinco dias.  A hidrocodona, responsável por fazer com que os recetores de dor não cheguem ao cérebro, como outros químicos como a morfina e oxicodona,  faz parte do grupo de analgésicos opióides produzidos a partir de uma papoila específica, através de um processo que pode demorar mais de um ano.

“Isto é importante porque, com mais desenvolvimento, pode fornecer um abastecimento alternativo para estes medicamentos essenciais e permitir melhor acesso à maioria da população que, de momento, tem acesso insuficiente a medicação para a dor,” congratula-se a professora de bioengenharia da Universidade de Stanford, Christina Smolke, que liderou a investigação.

A equipa de Smolke modificou geneticamente o fermento com 23 genes de seis organismos diferentes, incluindo ratos, papoilas e bactérias do solo. Só que, atualmente, seriam necessários mais de 16 mil litros de fermento para fazer apenas uma dose de medicação.

Smolke diz que pode levar vários anos até que o processo seja possível a nível de produção comercial

Ler mais: http://visao.sapo.pt/descoberta-forma-revolucionaria-de-produzir-analgesicos=f828013#ixzz3ivNb5u5I

 

Fonte: Visão

Medicamentos de Referência

Medicamento de Referência é um produto inovador, registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente por ocasião do registro, conforme a definição do inciso XXII, artigo 3º, da Lei n. 6.360, de 1976 (com redação dada pela Lei nº 9.787 de 10 de fevereiro de 1999).

A empresa interessada em registrar medicamentos genéricos e/ou similares deverá utilizar obrigatoriamente o medicamento de referência constante nas listas vigentes disponíveis nesta página (lista A e lista B) de acordo com os requisitos específicos da RDC 35 de 15/06/2012, que dispõe sobre os critérios de indicação, inclusão e exclusão de medicamentos na Lista de Medicamentos de Referência.
Lista A 05-08-2015

Lista B 05-08-2015

A lista de medicamentos de referência é periodicamente atualizada pela Comissão de Medicamentos de Referência, sendo assim as empresas poderão solicitar a indicação de medicamentos de referência através de petição, seguindo os Procedimentos para solicitar a indicação de um medicamento de referência .

Medicamentos de Referência em avaliação

Os medicamentos que estão nas listas em avaliação são aqueles que constavam nas listas de medicamentos de referência anteriores à publicação da RDC N°35/2012 e que, nesse momento, não atendem aos critérios de eleição previstos nessa resolução. Geralmente são medicamentos genéricos ou similares que mudaram seu enquadramento para a categoria de novos medicamentos com renovação automática do registro.  Esses produtos não configuram medicamentos com ausência de qualidade, podendo a qualquer momento, uma vez concluída a avaliação e verificada a adequação à resolução vigente, retornar a lista de medicamentos de referência.

A classificação dos medicamentos de referência em avaliação é baseada nos itens legais da RDC 35/2012, de acordo com a legenda constante na parte superior esquerda da respectiva lista.

Lista A em avaliação 05-08-2015

Lista B em avaliação 05-08-2015

Utilização de medicamentos de referência em avaliação

Nota Técnica n.º 46/GGMED/Anvisa –  Procedimentos a seremadotados na realização dos critérios de indicação, inclusão e exclusão de medicamentos na Lista de Medicamentos de Referência.

Nota Técnica nº238-2014 GGMED/Anvisa – Exclusão de associações contendo extratos vegetais, fitofármacos e fármacos utilizados como contraste da Lista de Medicamentos de Referência.

Lista de medicamentos que não são capazes de gerar cópias (item 1 da nota técnica 46 GGMED/ANVISA)

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Medicamentos/Assunto+de+Interesse/Medicamentos+de+referencia

 

Apesar dos resultados, método cubano para cura do vitiligo é pouco reconhecido no Brasil

 Remédio cubano é ignorado no Brasil: preconceito e interesses de multinacionais farmacêuticas incentivam o desconhecimento dos médicos brasileiros.

reprodução

O vitiligo – doença caracterizada pela despigmentação da pele – atinge cerca de 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As causas dele são associadas a diversos fatores, como estresse, herança genética e autoimunidade, por isso, há uma variedade de tratamentos. Entre eles está o método cubano, que tem apresentado resultados significativos com grande chance de cura. Pesquisas do governo cubano revelaram que, em um grupo de 732 pacientes, 84% ficaram curados. Apesar disso, o tratamento encontra dificuldades para ser reconhecido no Brasil. No dia 1° de agosto, é comemorado o Dia Nacional dos Portadores do Vitiligo.

A publicitária Glícia Pontes, 32 anos, professora da Universidade Federal do Ceará, foi uma das brasileiras que obteve sucesso com o método cubano. Ao contrário da maioria dos portadores, – que desenvolvem a doença depois dos vinte anos – ela percebeu o surgimento de pequenas manchas brancas na pele aos nove anos. No Brasil, estima-se que 1,5% da população, ou seja, 2,9 milhões de pessoas tenham a doença.

A partir do diagnóstico – um pouco demorado – Glícia iniciou o tratamento com Melagenina Plus, medicamento para vitiligo desenvolvido em Cuba a partir da placenta humana. As primeiras aplicações na superfície da pele com as manchas eram feitas no próprio consultório do dermatologista. Depois, com a prescrição médica, o remédio começou a ser importado pela família e aplicado na própria residência.

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Uso indevido de anti-inflamatórios pode causar graves problemas

A pequena Macey Marsh, uma garotinha inglesa com apenas dois anos de vida, precisou lutar por sua vida após sofrer uma grave reação alérgica causada pela ingestão de um anti-inflamatório bastante conhecido: o ibuprofeno. O caso, ocorrido em Londres, acende um alerta para a utilização deliberada dessa de outras substâncias tão comuns nas farmácias e que podem ser compradas sem receita médica.

Em julho deste ano, a FDA (Food and Drug Administration) – órgão do governo americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos – emitiu uma nota pedindo aos fabricantes de analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios que reforcem, em suas embalagens, os avisos sobre os riscos que essas substâncias podem causar. Os problemas gerados pelo uso indevido desses remédios incluem parada cardíaca e derrame cerebral.

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